Nosso Trabalho em Rede:
Facilitador: Paulo Farine
Aprendendo a fazer um esforço coletivo de focalização no assunto que nos conecta. Não importa se um outro assunto é urgente ou relevante, se achamos que dele depende o futuro da humanidade ou a salvação da espécie humana. Se não tiver uma relação com os nossos temas não devemos publicá-lo aqui em uma mensagem de blog, ou em um vídeo ou foto (muito menos abrir um fórum ou propor um grupo). Para saber o que é o Oasis Santa Catarina, clique aqui.
Aprendendo a dar a própria opinião em vez de querer pautar os outros. Sendo o assunto pertinente (relacionado às nossas atividades).
Aprendendo a confiar nos processos que ocorrem nas redes. A clusterização nos nodos deve ser resultado de um fenômeno que ocorre espontaneamente na rede e não planejado por quem quer montar a sua turma.
Aprendendo a deixar fluir ao invés de planejar. Devemos desistir de ficar procurando um jeito de organizar melhor as coisas top down, de fazer um planejamento a partir da idéia de que nenhuma articulação na base do espontaneísmo pode funcionar. Sobretudo não devemos tentar introduzir, nem mesmo por motivos pedagógicos, qualquer tipo de centralização (seja qual for o eufemismo encontrado para designá-la, como, por exemplo, grupo de coordenação ou facilitação) ou de mecanismo de produção artificial de escassez (como a votação, o sorteio, o rodízio ou a construção administrada de consenso).
Aprendendo a deixar certos interesses particulares de lado. Não devemos usar os instrumentos de publicação do site para fazer propaganda da nossa empresa ou organização hierárquica, do nosso site profissional, nem, muito menos, para vender nossos livros ou vídeos ou cursos ou serviços de consultorias ou divulgar nossos próprios eventos (a menos que eles tenham relação explícita com as nossas atividades)
Aprendendo a interagir com as pessoas: uma-a-uma (peer-to-peer, P2P). Não devemos, jamais, replicar a mesma mensagem nas páginas pessoais dos conectados (como quem faz panfletagem). A panfletagem virtual em uma rede distribuída é uma tentativa de manipulação (que, além de tudo, é inócua).
Aprendendo a fazer as coisas de graça. Interagir pelo prazer de interagir, de ajudar, de cooperar, sem ter em mente a satisfação de um interesse específico, parece exigir um aprendizado. Compreender que fazer rede é fazer amigos – e que essa não é uma perspectiva romântica ou um ponto de vista ingênuo – confronta o aprendizado organizacional que obtemos nas organizações hierárquicas, mas parece ser fundamental no netweaving de redes distribuídas.
Fonte: Escola de Redes
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